{"id":640,"date":"2020-09-18T08:42:45","date_gmt":"2020-09-18T11:42:45","guid":{"rendered":"http:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/?p=640"},"modified":"2020-09-18T08:49:08","modified_gmt":"2020-09-18T11:49:08","slug":"ibge-impacto-da-crise-e-maior-para-pequena-empresa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/index.php\/2020\/09\/18\/ibge-impacto-da-crise-e-maior-para-pequena-empresa\/","title":{"rendered":"IBGE: Impacto da crise \u00e9 maior para pequena empresa"},"content":{"rendered":"<h1>IBGE: Impacto da crise \u00e9 maior para pequena empresa<\/h1>\n<h2 class=\"linhadeOlho\">Para analistas, impacto da crise provocada pela pandemia \u00e9 maior aos pequenos empreendedores.<\/h2>\n<p>Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica, IBGE, mostra os resultados da crise provocada pela pandemia do <a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/economia\/coronavirus\/\">coronav\u00edrus.<\/a> Para especialistas, o impacto foi maior para as pequenas empresas.<\/p>\n<p>Durante a primeira quinzena de agosto, 277 mil empresas cortaram empregados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quinzena anterior. Dessas, 52,6% enxugaram em at\u00e9 25% o quadro de pessoal.<\/p>\n<p>A porcentagem de 86,4% das empresas em funcionamento, o equivalente a 2,7 milh\u00f5es de companhias, manteve o n\u00famero de funcion\u00e1rios na primeira quinzena de agosto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quinzena anterior. Uma parte de 8,7% indicaram demiss\u00f5es.<\/p>\n<h3><strong>Produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Na crise da pandemia, durante a primeira quinzena de agosto, 48,8% das empresas em funcionamento n\u00e3o tiveram altera\u00e7\u00e3o significativa na sua capacidade de fabricar produtos ou atender clientes. Por outro lado, 33,7% relataram dificuldades, enquanto 17,4% registraram facilidades. Sobre acesso aos fornecedores, 42,4% n\u00e3o perceberam altera\u00e7\u00e3o significativa, mas 47,6% tiveram dificuldades.<\/p>\n<p>\u201cA pesquisa n\u00e3o detalha quais os impactos negativos, mas, analisando informa\u00e7\u00f5es complementares, a dificuldade \u00e9 ter o fornecedor dispon\u00edvel para a compra de insumos\u201d disse Alessandro Maia Pinheiro, coordenador de Pesquisas Econ\u00f4micas Estruturais e Especiais do IBGE, ao Globo.<\/p>\n<p>\u201cA dificuldade para pagar fornecedores tamb\u00e9m impacta nesta percep\u00e7\u00e3o das empresas. No com\u00e9rcio, as rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a entre empresa e fornecedor s\u00e3o mais fr\u00e1geis do que na ind\u00fastria. Se h\u00e1 atrasos nos pagamentos, surgem problemas na hora que for preciso repor os estoques\u201d.<\/p>\n<h3><strong>Pagamentos<\/strong><\/h3>\n<p>Por volta de 44,9% das empresas em funcionamento reportaram dificuldades em realizar pagamentos de rotina na primeira quinzena de agosto, enquanto 49,7% consideraram que n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o significativa.<\/p>\n<p>\u201cA pesquisa n\u00e3o detalha quais os impactos negativos, mas, analisando informa\u00e7\u00f5es complementares, a dificuldade \u00e9 ter o fornecedor dispon\u00edvel para a compra de insumos\u201d disse Alessandro Maia Pinheiro, coordenador de Pesquisas Econ\u00f4micas Estruturais e Especiais do IBGE, ao Globo.<\/p>\n<p>\u201cA dificuldade para pagar fornecedores tamb\u00e9m impacta nesta percep\u00e7\u00e3o das empresas. No com\u00e9rcio, as rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a entre empresa e fornecedor s\u00e3o mais fr\u00e1geis do que na ind\u00fastria. Se h\u00e1 atrasos nos pagamentos, surgem problemas na hora que for preciso repor os estoques\u201d.<\/p>\n<p>Por volta de 44,9% das empresas em funcionamento reportaram dificuldades em realizar pagamentos de rotina na primeira quinzena de agosto, enquanto 49,7% consideraram que n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o significativa.<\/p>\n<p>\u201cA dificuldade das pequenas empresas est\u00e1 relacionada ao per\u00edodo de retomada das atividades. Muitas lojas, por exemplo, est\u00e3o com dificuldade para repor <a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/societario\/estoque\/\">estoque,<\/a> para reabrir seus espa\u00e7os f\u00edsicos. Esses fatores seguem impactando o segmento\u201d explicou Flavio Magheli, gerente da pesquisa.<\/p>\n<h3><strong>Novo normal<\/strong><\/h3>\n<p>92,9% das empresas em funcionamento declararam ter implementado a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de medidas extras de higiene, por conta da pandemia de Covid-19. 32,3% de empresas adotaram o trabalho remoto e 15,3% anteciparam <a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/trabalhista\/ferias\/\">f\u00e9rias<\/a> dos funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>J\u00e1 30,6% das empresas alteraram o m\u00e9todo de entrega de seus produtos ou servi\u00e7os, enquanto 13,2% lan\u00e7aram ou passaram a comercializar novos produtos e\/ou servi\u00e7os na primeira quinzena de agosto.<\/p>\n<p>Entre as companhias em atividade, 32% adiaram o pagamento de impostos e 10,9% conseguiram uma linha de cr\u00e9dito emergencial para o pagamento da folha salarial.<\/p>\n<p>Na primeira quinzena de agosto, 23% das empresas afirmaram que foram apoiadas pela autoridade governamental na ado\u00e7\u00e3o de medidas emergenciais contra a pandemia.<\/p>\n<p>Essa percep\u00e7\u00e3o de apoio dos governos foi mais elevada entre as companhias que adiaram o pagamento de impostos (44,5% delas) e entre as que conseguiram linhas de cr\u00e9dito para o pagamento da folha salarial (62,4%).<\/p>\n<h3><strong>Impacto \u00e9 maior nas pequenas empresas<\/strong><\/h3>\n<p>Para o IBGE, a percep\u00e7\u00e3o de impacto negativo da crise da pandemia se mant\u00e9m maior entre as empresas de pequeno porte, de at\u00e9 49 funcion\u00e1rios (38,8%), e melhora na percep\u00e7\u00e3o das empresas intermedi\u00e1rias (de 50 a 499 funcion\u00e1rios) e de maior porte (acima de 500 empregados), que indicaram maior incid\u00eancia de efeitos pequenos ou inexistentes na quinzena \u2013 respectivamente 44,7% e 46,6%.<\/p>\n<p>\u201cA cada quinzena aumenta a percep\u00e7\u00e3o de efeitos pequenos ou inexistentes ou positivos entre as empresas de maior porte\u201d, disse Fl\u00e1vio Magheli.<\/p>\n<p>Os setores de constru\u00e7\u00e3o (47,9%) e com\u00e9rcio (46,3%) reportaram as maiores incid\u00eancias de efeitos negativos na quinzena. Por outro lado, no setor industrial, 38,9% relataram impactos pequenos ou inexistentes e, no setor de servi\u00e7os, a incid\u00eancia foi de 41,9%, com destaque para os segmentos de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (61,5%) e servi\u00e7os profissionais e administrativos (45,6%).<\/p>\n<p>Entre as grandes regi\u00f5es, o Nordeste destaca-se pela menor incid\u00eancia de efeitos negativos (20,4%), e a regi\u00e3o \u00e9 onde ocorre a maior percep\u00e7\u00e3o de impactos positivos, passando de 35,3% para 52%.<\/p>\n<p>Os maiores percentuais de impactos negativos foram no Sudeste (43,6%) e no Norte (41,9%), enquanto Sul (39,9%) e Centro-Oeste (39,8%) t\u00eam percep\u00e7\u00e3o semelhantes.Segundo a pesquisa, a percep\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o nas vendas afetou mais o com\u00e9rcio, que passou de 29,5% na segunda quinzena de julho para 44,5%, com destaque para o com\u00e9rcio varejista que subiu de 29,7% para 48,9%; seguidos por constru\u00e7\u00e3o (36,2%), ind\u00fastria (30,8%) e servi\u00e7os (29,7%).<\/p>\n<p>&#8220;Por setores, o com\u00e9rcio varejista e a atividade de constru\u00e7\u00e3o s\u00e3o os mais afetados na quinzena. Dentre as regi\u00f5es, o Nordeste destaca-se com 52% de efeitos positivos relacionados \u00e0s medidas de flexibiliza\u00e7\u00e3o do isolamento. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vendas, a percep\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o atinge 36,1% das empresas, afetando principalmente o com\u00e9rcio varejista\u201d, afirmou Magheli sobre os dados da crise da pandemia nas empresas.<\/p>\n<p>cta nesta percep\u00e7\u00e3o das empresas. No com\u00e9rcio, as rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a entre empresa e fornecedor s\u00e3o mais fr\u00e1geis do que na ind\u00fastria. Se h\u00e1 atrasos nos pagamentos, surgem problemas na hora que for preciso repor os estoques\u201d.<\/p>\n<p>Por volta de 44,9% das empresas em funcionamento reportaram dificuldades em realizar pagamentos de rotina na primeira quinzena de agosto, enquanto 49,7% consideraram que n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o significativa.<\/p>\n<p>\u201cA dificuldade das pequenas empresas est\u00e1 relacionada ao per\u00edodo de retomada das atividades. Muitas lojas, por exemplo, est\u00e3o com dificuldade para repor <a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/societario\/estoque\/\">estoque,<\/a> para reabrir seus espa\u00e7os f\u00edsicos. Esses fatores seguem impactando o segmento\u201d explicou Flavio Magheli, gerente da pesquisa.<\/p>\n<h3><strong>Novo normal<\/strong><\/h3>\n<p>92,9% das empresas em funcionamento declararam ter implementado a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de medidas extras de higiene, por conta da pandemia de Covid-19. 32,3% de empresas adotaram o trabalho remoto e 15,3% anteciparam <a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/trabalhista\/ferias\/\">f\u00e9rias<\/a> dos funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>J\u00e1 30,6% das empresas alteraram o m\u00e9todo de entrega de seus produtos ou servi\u00e7os, enquanto 13,2% lan\u00e7aram ou passaram a comercializar novos produtos e\/ou servi\u00e7os na primeira quinzena de agosto.<\/p>\n<p>Entre as companhias em atividade, 32% adiaram o pagamento de impostos e 10,9% conseguiram uma linha de cr\u00e9dito emergencial para o pagamento da folha salarial.<\/p>\n<p>Na primeira quinzena de agosto, 23% das empresas afirmaram que foram apoiadas pela autoridade governamental na ado\u00e7\u00e3o de medidas emergenciais contra a pandemia.<\/p>\n<p>Essa percep\u00e7\u00e3o de apoio dos governos foi mais elevada entre as companhias que adiaram o pagamento de impostos (44,5% delas) e entre as que conseguiram linhas de cr\u00e9dito para o pagamento da folha salarial (62,4%).<\/p>\n<h3><strong>Impacto \u00e9 maior nas pequenas empresas<\/strong><\/h3>\n<p>Para o IBGE, a percep\u00e7\u00e3o de impacto negativo da crise da pandemia se mant\u00e9m maior entre as empresas de pequeno porte, de at\u00e9 49 funcion\u00e1rios (38,8%), e melhora na percep\u00e7\u00e3o das empresas intermedi\u00e1rias (de 50 a 499 funcion\u00e1rios) e de maior porte (acima de 500 empregados), que indicaram maior incid\u00eancia de efeitos pequenos ou inexistentes na quinzena \u2013 respectivamente 44,7% e 46,6%.<\/p>\n<p>\u201cA cada quinzena aumenta a percep\u00e7\u00e3o de efeitos pequenos ou inexistentes ou positivos entre as empresas de maior porte\u201d, disse Fl\u00e1vio Magheli.<\/p>\n<p>Os setores de constru\u00e7\u00e3o (47,9%) e com\u00e9rcio (46,3%) reportaram as maiores incid\u00eancias de efeitos negativos na quinzena. Por outro lado, no setor industrial, 38,9% relataram impactos pequenos ou inexistentes e, no setor de servi\u00e7os, a incid\u00eancia foi de 41,9%, com destaque para os segmentos de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (61,5%) e servi\u00e7os profissionais e administrativos (45,6%).<\/p>\n<p>Entre as grandes regi\u00f5es, o Nordeste destaca-se pela menor incid\u00eancia de efeitos negativos (20,4%), e a regi\u00e3o \u00e9 onde ocorre a maior percep\u00e7\u00e3o de impactos positivos, passando de 35,3% para 52%.<\/p>\n<p>Os maiores percentuais de impactos negativos foram no Sudeste (43,6%) e no Norte (41,9%), enquanto Sul (39,9%) e Centro-Oeste (39,8%) t\u00eam percep\u00e7\u00e3o semelhantes.Segundo a pesquisa, a percep\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o nas vendas afetou mais o com\u00e9rcio, que passou de 29,5% na segunda quinzena de julho para 44,5%, com destaque para o com\u00e9rcio varejista que subiu de 29,7% para 48,9%; seguidos por constru\u00e7\u00e3o (36,2%), ind\u00fastria (30,8%) e servi\u00e7os (29,7%).<\/p>\n<p>&#8220;Por setores, o com\u00e9rcio varejista e a atividade de constru\u00e7\u00e3o s\u00e3o os mais afetados na quinzena. Dentre as regi\u00f5es, o Nordeste destaca-se com 52% de efeitos positivos relacionados \u00e0s medidas de flexibiliza\u00e7\u00e3o do isolamento. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vendas, a percep\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o atinge 36,1% das empresas, afetando principalmente o com\u00e9rcio varejista\u201d, afirmou Magheli sobre os dados da crise da pandemia nas empresas.<\/p>\n<p>Fonte: Portal Cont\u00e1bil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IBGE: Impacto da crise \u00e9 maior para pequena empresa Para analistas, impacto da crise provocada pela pandemia \u00e9 maior aos pequenos empreendedores. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica, IBGE, mostra os resultados da crise provocada pela pandemia do coronav\u00edrus. Para especialistas, o impacto foi maior para as pequenas empresas. 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