{"id":636,"date":"2020-09-15T14:55:27","date_gmt":"2020-09-15T17:55:27","guid":{"rendered":"http:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/?p=636"},"modified":"2020-09-15T14:55:27","modified_gmt":"2020-09-15T17:55:27","slug":"e-constitucional-vedacao-da-aliquota-zero-sobre-pis-cofins-a-optantes-do-simples","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/index.php\/2020\/09\/15\/e-constitucional-vedacao-da-aliquota-zero-sobre-pis-cofins-a-optantes-do-simples\/","title":{"rendered":"\u00c9 constitucional veda\u00e7\u00e3o da al\u00edquota zero sobre PIS\/Cofins a optantes do Simples"},"content":{"rendered":"<h1>\u00c9 constitucional veda\u00e7\u00e3o da al\u00edquota zero sobre PIS\/Cofins a optantes do Simples<\/h1>\n<p>Por unanimidade de votos, o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF), em sess\u00e3o virtual, julgou constitucional o par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 2\u00ba da Lei 10.147\/2000, que excluiu as pessoas jur\u00eddicas optantes pelo <a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/simples_nacional\/\">Simples Nacional<\/a> de usufruir da redu\u00e7\u00e3o a zero da al\u00edquota de contribui\u00e7\u00e3o do Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social <a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/pis\/\">(PIS)<\/a> e da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social <a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/cofins\/\">(Cofins)<\/a> incidentes sobre a receita bruta da venda de determinados produtos e destinada aos que optaram pelo regime de tributa\u00e7\u00e3o monof\u00e1sica. A decis\u00e3o seguiu o voto do relator, ministro Marco Aur\u00e9lio, e foi tomada na an\u00e1lise do Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 1199021, com repercuss\u00e3o geral (Tema 1050), que foi desprovido.<\/p>\n<h3><strong>Pequenas empresas<\/strong><\/h3>\n<p>No processo, uma empresa de cosm\u00e9ticos questionava decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4), que entendeu constitucional a veda\u00e7\u00e3o imposta a optante pelo <a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/simples_nacional\/\">Simples Nacional<\/a> de se beneficiar com a al\u00edquota zero do PIS\/Cofins. No recurso ao STF, a empresa sustentava que a veda\u00e7\u00e3o contida na Lei 10.147\/2000 quanto \u00e0s microempresas e empresas de pequeno porte seria anti-ison\u00f4mica e significaria aumento real da carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n<h3><strong>Regime simplificado<\/strong><\/h3>\n<p>Para o ministro Marco Aur\u00e9lio, a alegada contrariedade ao princ\u00edpio da isonomia tribut\u00e1ria n\u00e3o pode \u201cservir de alavanca para a cria\u00e7\u00e3o de regimes h\u00edbridos, colhendo o que h\u00e1 de melhor em cada sistema\u201d. Isso porque o regime simplificado de recolhimento de tributos, previsto na Lei Complementar 123\/2006, que institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, n\u00e3o \u00e9 invalidado pela restri\u00e7\u00e3o prevista na Lei 10.147\/2000.<\/p>\n<p>Essa norma estabelece o regime monof\u00e1sico, com recolhimento em separado das contribui\u00e7\u00f5es, desonerando varejistas e atacadistas com a al\u00edquota zero, por\u00e9m elevando a carga tribut\u00e1ria de industriais e importadores. As empresas inscritas no Simples, por sua vez, submetem-se ao regime unificado de recolhimento de tributos mediante a incid\u00eancia de determinada al\u00edquota sobre a receita bruta, conforme previsto na Lei 106\/2003, em respeito ao artigo 146, inciso III, al\u00ednea \u201cd\u201d, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que prev\u00ea tratamento diferenciado a essas pessoas jur\u00eddicas.<\/p>\n<p>\u201cO fato de o incentivo n\u00e3o se aplicar \u00e0s optantes pelo Simples n\u00e3o implica inobserv\u00e2ncia \u00e0 cl\u00e1usula voltada ao tratamento favorecido das empresas de pequeno porte. A aferi\u00e7\u00e3o deve ser realizada considerada a tributa\u00e7\u00e3o como um todo\u201d, ponderou o ministro. Ele esclareceu que o crit\u00e9rio previsto no par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 2\u00ba da Lei 10.147\/2000 veda o benef\u00edcio da al\u00edquota zero a quem j\u00e1 est\u00e1 sujeito a uma circunst\u00e2ncia diferenciadora e respeita a ordem constitucional, uma vez que preserva a unicidade e a simplifica\u00e7\u00e3o no tratamento \u00e0s micro e pequenas empresas. \u201cH\u00e1 a facultatividade de submiss\u00e3o ao regime especial. \u00c0 pessoa jur\u00eddica, \u00e9 dado escolher entre a sistem\u00e1tica da Lei Complementar 123\/2006 e o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es em separado\u201d, concluiu.<\/p>\n<h3><strong>Tese<\/strong><\/h3>\n<p>A tese de repercuss\u00e3o geral firmada foi a seguinte: \u201c\u00c9 constitucional a restri\u00e7\u00e3o, imposta a empresa optante pelo <a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/simples_nacional\/\">Simples Nacional,<\/a> ao benef\u00edcio fiscal de al\u00edquota zero previsto no par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 2\u00ba da Lei n\u00ba 10.147\/2000, tendo em conta o regime pr\u00f3prio ao qual submetida<\/p>\n<p class=\"fontecontabeis\">Fonte: <em>Contabilidade na TV<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 constitucional veda\u00e7\u00e3o da al\u00edquota zero sobre PIS\/Cofins a optantes do Simples Por unanimidade de votos, o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF), em sess\u00e3o virtual, julgou constitucional o par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 2\u00ba da Lei 10.147\/2000, que excluiu as pessoas jur\u00eddicas optantes pelo Simples Nacional de usufruir da redu\u00e7\u00e3o a zero da al\u00edquota de contribui\u00e7\u00e3o do Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS) e da Contribui\u00e7\u00e3o &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":637,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/636"}],"collection":[{"href":"https:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=636"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/636\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":638,"href":"https:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/636\/revisions\/638"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/637"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}