{"id":1195,"date":"2022-02-11T08:35:41","date_gmt":"2022-02-11T11:35:41","guid":{"rendered":"http:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/?p=1195"},"modified":"2022-02-11T08:35:41","modified_gmt":"2022-02-11T11:35:41","slug":"receita-federal-exige-pis-e-cofins-sobre-mercadorias-bonus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/site.nrcontabilidade.com.br\/index.php\/2022\/02\/11\/receita-federal-exige-pis-e-cofins-sobre-mercadorias-bonus\/","title":{"rendered":"Receita Federal exige PIS e Cofins sobre mercadorias \u201cb\u00f4nus\u201d"},"content":{"rendered":"<p>As chamadas mercadorias em bonifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam custo financeiro para a varejista que as recebe, mas podem impulsionar suas vendas por meio de promo\u00e7\u00f5es do tipo \u201cpague pelo sab\u00e3o e leve o amaciante gr\u00e1tis\u201d ou \u201cpague dois e leve tr\u00eas\u201d, por exemplo.<\/p>\n<p>O entendimento da Receita consta na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 202, editada pela Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit) e publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o no dia 14 de dezembro. Para advogados tributaristas, a medida representa uma onera\u00e7\u00e3o para os contribuintes.<\/p>\n<p>De acordo com o texto da solu\u00e7\u00e3o de consulta, mercadorias recebidas em bonifica\u00e7\u00e3o configuram descontos condicionais e, portanto, receita para o beneficiado. Como a\u00a0<a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/base_de_calculo\/\">base de c\u00e1lculo<\/a>\u00a0do\u00a0<a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/pis\/\">PIS<\/a>\u00a0e da\u00a0<a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/cofins\/\">Cofins<\/a>\u00a0\u00e9 a receita do contribuinte, afirma a Cosit, as contribui\u00e7\u00f5es devem incidir sobre esses produtos.<\/p>\n<p>O texto ainda rejeita a possibilidade de essas mercadorias gerarem cr\u00e9ditos de\u00a0<a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/pis\/\">PIS<\/a>\u00a0e\u00a0<a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/cofins\/\">Cofins,<\/a>\u00a0se revendidas. Isso porque n\u00e3o houve a incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es na etapa anterior.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma interpreta\u00e7\u00e3o draconiana sobre o tema que pode levar ao pagamento das contribui\u00e7\u00f5es em dobro e sem direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o\u201d, diz o advogado Matheus Bueno, do escrit\u00f3rio Bueno Tax Lawyers.<\/p>\n<p>Bueno explica que \u00e9 comum, entre as empresas, enviar mercadorias a mais como um b\u00f4nus, ao em vez de dar desconto no pre\u00e7o do produto. Ou ainda, em datas espec\u00edficas, o fornecedor enviar bonifica\u00e7\u00f5es. \u201cA Receita agora diz que essa mercadoria adicional \u00e9 um ingresso novo, teria que registrar como se estivesse recebendo dinheiro e pagar\u00a0<a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/pis\/\">PIS<\/a>\u00a0e Cofins\u201d,<\/p>\n<p>Para tentar escapar do pagamento das contribui\u00e7\u00f5es, diz Bueno, \u00e9 necess\u00e1rio que o b\u00f4nus: seja concedido no momento da venda de um conjunto de produtos, n\u00e3o esteja sujeito a um ato futuro (condi\u00e7\u00e3o), chegue no mesmo carreto (transporte) e esteja registrado na mesma\u00a0<a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/nota_fiscal\/\">nota fiscal<\/a>\u00a0das demais mercadorias vendidas pelo fornecedor.<\/p>\n<p>J\u00e1 a veda\u00e7\u00e3o aos cr\u00e9ditos das contribui\u00e7\u00f5es gera controv\u00e9rsia entre especialistas. Segundo Marcos Poliszezuk, s\u00f3cio-fundador do Poliszezuk Advogados, ao analisar a possibilidade da tomada de cr\u00e9ditos de\u00a0<a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/pis\/\">PIS<\/a>\u00a0e\u00a0<a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/cofins\/\">Cofins<\/a>\u00a0na entrada dos bens bonificados, a solu\u00e7\u00e3o de consulta contraria o regime da n\u00e3o cumulatividade.<\/p>\n<p>A advogada Laiz Perez Iori, do escrit\u00f3rio Ferrareze e Freitas Advogados, por\u00e9m, concorda com a Receita Federal no sentido de que n\u00e3o h\u00e1 direito a cr\u00e9ditos, se n\u00e3o houve pagamento das contribui\u00e7\u00f5es nas etapas anteriores.<\/p>\n<p>Para o advogado Andr\u00e9 Luiz dos Santos Pereira, do escrit\u00f3rio Condini e Tescari Advogados, h\u00e1 direito aos cr\u00e9ditos se a mercadoria da bonifica\u00e7\u00e3o \u00e9 vendida. Segundo ele, pagar\u00a0<a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/pis\/\">PIS<\/a>\u00a0e\u00a0<a class=\"classtermo\" href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/cofins\/\">Cofins<\/a>\u00a0sobre esse desconto condicional, sem ter direito ao cr\u00e9dito na venda do produto, contraria o entendimento de outra solu\u00e7\u00e3o de consulta da Receita Federal, a de n\u00b0 4007, do ano de 2020, da 4\u00aa Regi\u00e3o Fiscal (PE).<\/p>\n<p class=\"fontecontabeis\">Fonte:\u00a0<em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As chamadas mercadorias em bonifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam custo financeiro para a varejista que as recebe, mas podem impulsionar suas vendas por meio de promo\u00e7\u00f5es do tipo \u201cpague pelo sab\u00e3o e leve o amaciante gr\u00e1tis\u201d ou \u201cpague dois e leve tr\u00eas\u201d, por exemplo. 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